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Falando de Pescaria

NESSE BLOG MOSTRO REPORTAGENS, FOTOS, VIDEOS,TÉCNICAS E DICAS DE PESCARIAS. VAMOS PESCAR??

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sábado, 2 de outubro de 2021

Homem pesca iPhone que ficou no fundo de um rio por 8 meses; veja

 

Foto misteriosa fez o pescador procurar pelo dono do celular

Por

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iPhone é pescado em rio
Reprodução/WMBF
iPhone é pescado em rio

Um iPhone foi encontrado por um pescador no rio Waccamaw, na Carolina do Sul (EUA), após ficar oito meses embaixo da água. Jason Robinson contou ao site WMBF News que, enquanto pescava, percebeu que sua linha tinha pego algo - quando puxou, percebeu que era um smartphone.

Robinson ficou curioso com o celular na ponta do anzol e limpou o iPhone, que estava coberto de lama. Quando fez isso, ele percebeu que uma foto estava guardada entre o smartphone e a capinha. O retrato de uma mulher carregando um rapaz icncntivou o pescador a procurar pelo dono do iPhone. 

"Sempre me disseram para fazer a coisa certa, não importa o que seja, não importa o que está acontecendo na vida, então no final do dia você sabe que fez o que podia para tornar a vida melhor para outra pessoa", disse Robinson ao WMBF News.

Depois de publicar a foto do iPhone em sua conta do Facebook, o pescador não levou nem cinco minutos para localizar Riley Johnson, a mulher que aparecia na fotografia. O celular era de seu marido, que o perdeu no rio há oito meses, enquanto pescava. A foto de 2018 é um registro de quando o casal começou a namorar.

Não há informações sobre o funcionamento do iPhone que ficou submerso por oito meses.

Chuva de peixes é comum nessa época do ano em Utah, nos EUA; Assista

 

Trutas são despejadas para reabastecer lagos e riachos de regiões montPor

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Atualizada às 

Trutas caem em cascata do fundo de um avião voando baixo sobre um lago montanhoso de Utah
Foto: Reprodução/ Utah Wildlife Resources Division
Trutas caem em cascata do fundo de um avião voando baixo sobre um lago montanhoso de Utah

Você já viu uma "chuva de peixes"? Por mais incomum e fantasioso que possa parecer, esse "fenômeno" ocorre algumas vezes por ano nos lagos montanhosos de Utah, nos Estados Unidos. 

Os peixes caem do céu, mas não porque estão voando, é claro. Isso acontece quando os lagos e riachos de grande altitude, do estado, precisam ser reabastecidos com pequenas trutas para pesca recreativa. A Divisão de Recursos da Vida Selvagem de Utah despeja os animais a partir de um avião voando baixo, a cerca de 30 a 45 metros acima do solo.

Segundo a agência, o processo é indolor e cerca de 95% dos peixes sobrevive. Eles começam suas vidas em incubatórios e ficam em tanques até julho, quando começa a temporada de abastecimento aéreo. As trutas arco-íris, das fontes e tigre são enviadas primeiro - mais tarde na temporada, a truta azul ou truta assassina (Oncorhynchus clarkii) se junta à mistura.

Antes da queda, os animais são aclimatados às temperaturas da água e depois são estudados para verem quantos sobreviveram.

Os peixes são nativos da região e costumam ser estéreis, de modo que não podem repovoar os lagos por conta própria. Outras espécies, como a truta azul, são liberadas para atacar outros peixes cujas populações podem crescer muito, deixando seus ecossistemas fora de controle.

Alguns peixes só precisam de um reforço extra para suas populações em dificuldades, informou a divisão.

Polícia Ambiental salva baleia enrolada em rede de pesca em Praia Grande


A ação para soltar a baleia demorou cerca de 1 hora. Os policiais faziam ronda marítima pelo Parque Estadual Xixová Japuí quando avistaram o mamífero com as nadadeiras e a cauda presas ao equipamento de pesca.

A ação para ajudar a baleia, da espécie Jubarte, durou cerca de 1 hora
REPRODUÇÃO/POLICIA AMBIENTAL
A ação para ajudar a baleia, da espécie Jubarte, durou cerca de 1 hora

Policiais militares ambientais de Praia Grande salvaram uma baleia que ficou presa em uma rede de pesca na tarde desta quinta-feira (22). De acordo com os agentes da corporação, o animal é da espécie Jubarte .

A ação para soltar a baleia demorou cerca de 1 hora. Os policiais faziam ronda marítima pelo Parque Estadual Xixová Japuí quando avistaram o mamífero com as nadadeiras e a cauda presas ao equipamento de pesca.

A baleia estava emalhada entre a rede de pesca e duas poitas, usadas como âncoras. Após ser solta pela equipe policial, o animal foi monitorado por alguns minutos e seguiu em direação oposta à costa.

sábado, 26 de junho de 2021

Não é história de pescador: camarão "gigante" de 400g e 50cm é capturado no RN

 

no RN

Gabriel Silva, de 80 anos, fez uma foto para registrar o peso do camarão e para ninguém dizer que é "história de pescador"


Gabriel Silva%2C de 80 anos%2C pescou o camarão de mais de 400g e 50cm
Reprodução

Gabriel Silva, de 80 anos, pescou o camarão de mais de 400g e 50cm

Um camarão "gigante", de 50cm e 400g, foi capturado por um pescador no município de Tibau, no Rio Grande do Norte. Gabriel Silva, de 80 anos, publicou uma foto do crustáceo nas redes sociais e logo se tornou atração.

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A pesca foi feita na última quinta-feira, 24, e, segundo o pescador, é um recorde na cidade. "Eu quebrei meu próprio recorde. Em 1978 eu peguei um menor um pouquinho. Agora peguei esse, de 400g", disse.

O camarão foi pesado e tem exatamente 408g. O pescador disse que fez a foto para ninguém dizer que é "história de pescador", registrando a conquista.

Segundo biólogos, o camarão capturado é de uma espécie da Malásia que foi introduzido na região nos anos 1990. Muitos escaparam dos viveiros e se adaptaram ao mar.

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Gabriel Silva costuma vender o que pesca diariamente, mas o camarão gigante já tem outro destino. "Esse eu vou mandar para um filho meu que mora em Natal, de presente", disse.

Gabriel vive da pesca em Tibau há 70 anos. Com muita disposição, ficou animado com o próprio recorde e espera conseguir outros. "Vou ver se pego outro [camarão gigante]", disse o pescador.

Camarão gigante pesa 408g exatamente
Reprodução
Camarão gigante pesa 408g exatamente

- Com informações do G1.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Deputada pede atenção a pleito sobre suspensão de norma do Ibama para pesca

 

Rosana Valle (PSB) cobra informações, do governo federal, sobre solicitação de pescadores artesanais do Litoral para liberação do uso de redes conhecidas como “boieiras”, que permitem a captura de tainhas nesta época do ano


Pesca de tainha enfrenta dificuldade no Litoral
Divulgação
Pesca de tainha enfrenta dificuldade no Litoral

A deputada federal Rosana Valle (PSB) pediu ao secretário Nacional da Pesca, Jorge Seif Júnior, atenção e informações sobre o pleito dos pescadores artesanais do Litoral de São Paulo, que querem a suspensão de norma do Ibama que proíbe o uso de redes de emalhe de superfície, chamadas de “boieiras”. Segundo eles, o item é fundamental para garantir a captura de tainhas nesta época do ano.

Lançar a rede

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Rosana quer que Jorge Seif faça gestões junto ao Ministério do Meio Ambiente para discutir a regra que impede o trabalho e o sustento desses pescadores.

Demanda 

“Os pescadores residentes em São Vicente procuraram o vereador Jhony Sasaki (PSB), que me trouxe o problema que afeta a sobrevivência de muita gente na região”, disse a parlamentar.

Protesto

Os pescadores fizeram uma manifestação neste fim de semana, por terra e mar, ao longo do canal de acesso ao Porto de Santos.

Reivindicação

O ato foi pautado, principalmente, pelo pedido de reconhecimento da pesca de rede boieira, atualmente proibida pela Norma INI 166, de 2007, que foi publicada sem ouvir o segmento.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Piracema começa no próximo mês e polícia ambiental faz alerta Período vai de 1 de novembro de 2020 a 28 de fevereiro de 2021

Imagem Ilustrativa

A Polícia Ambiental avisa que entre os dias 01 de novembro de 2020 e 28 de fevereiro de 2021 vai realizar a “Operação Piracema” com intensificação do policiamento ostensivo ambiental nas áreas de pesca.

Nas fiscalizações os policiais ambientais verificarão se os pescadores estão adotando o preceituado na Instrução Normativa Ibama – Nº 25, de 01 de setembro de 2009, que estabelece as normas para a pesca no período de reprodução natural dos peixes na bacia hidrográfica do Paraná.

Leia também: Adolescentes pegam carro em troca de droga e são flagrados pela PM

O que é permitido

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  • Pescar peixes não nativos da bacia do rio Paraná tais como tucunaré, corvina, porquinho, tilápia, etc;
  • Pescar com linha de mão, caniço, vara com molinete ou carretilha, com uso de iscas naturais e artificiais;
  • Pescar desembarcado nos rios;
  • Pescar embarcado e desembarcado nos reservatórios;
  • Competições de pesca nos reservatórios para peixes não nativos da bacia do rio Paraná;
  • Pescar com iscas de peixes vivos da bacia do rio Paraná, provenientes de criações e acompanhados de nota fiscal ou nota de produtor.


O que é proibido (pescadores amadores e profissionais)

  • Pescar peixes nativos da bacia do rio Paraná, inclusive piauçu;
  • Pescar com iscas de animais aquáticos, tais como peixes (sem nota fiscal), caranguejos (vivos ou mortos, inteiros ou em pedaços), caramujos e camarões;
  • Pescar com petrechos de pesca profissional, tais como redes, tarrafas, espinhéis e outros;
  • Pesca subaquática;
  • Pescar embarcado nos rios;
  • Competições de pesca nos rios;
  • Pescar utilizando trapiche ou qualquer plataforma flutuante nos rios;


Proibição em relação a locais (inclusive desembarcado)

  • Nas lagoas marginais;
  • A menos de 500 metros de confluências e desembocaduras de rios, lagoas, canais e tubulações de esgoto;
  • A menos de 1.500 metros a montante e a jusante das barragens de reservatórios hidrelétricos, de escadas de peixe, de cachoeiras e corredeiras;
  • No Rio Grande, no trecho a jusante da barragem de Porto Colômbia até a ponte Engenheiro Gumercindo Penteado;
  • No Rio Pardo, entre a barragem de Limoeiro até sua foz;
  • No Rio Tietê, entre a barragem de Nova Avanhandava até a foz do Ribeirão Palmeiras, no município de Buritama em São Paulo;
  • No Rio São José dos Dourados, no Rio Jacaré Pepira e seus afluentes.

É importante saber:

  • Ao pescador amador fica limitada a quantidade de captura e transporte em 10 quilos mais um exemplar;
  • Os pescadores profissionais e estabelecimentos que possuam estoque de peixe nativo deverão declará-lo até o segundo dia útil do mês de novembro;
  • É permitido adquirir, comprar, ter em depósito (com estoque declarado ao órgão competente), transportar e vender peixes nativos (não pescados na piracema ou de criações), desde que devidamente comprovada sua origem.

Fonte: undefined - iG @ https://riopreto.ig.com.br/2020-10-30/piracema-comeca-no-proximo-mes-e-policia-ambiental-faz-alerta.html

 

NOTÍCIAS DA FLORESTA

Estudo aponta registro inédito do lobo-guará na Amazônia (e isso não é bom)

O maior canídeo da América do Sul habita áreas de savana ao sul da Amazônia. - Tambako the Jaguar on VisualHunt/CC BY-ND
O maior canídeo da América do Sul habita áreas de savana ao sul da Amazônia.

Resumo da notícia

  • Pesquisa registra 22 ocorrências do lobo-guará na Amazônia nos últimos 25 anos; dez são registros inéditos.
  • Suspeita-se que sua distribuição esteja se expandindo para o norte. A transformação da floresta úmida em monocultura de gra?os é um dos motivos.
  • O lobo-guará tem sido registrado em regiões com alta presença humana, expondo-o ao risco de atropelamento, doenças e conflitos com fazendeiros.

Mamífero típico das savanas da América do Sul, o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) já está circulando na Floresta Amazônica. É o que constatou um estudo conduzido por pesquisadores de Mato Grosso, Amazonas e Rondônia, que listou 22 registros do lobo-guará na Amazônia nas últimas duas décadas. Dez deles são inéditos, o que expande o limite da distribuição geográfica usual da espécie em mais de 51 mil km².

"Os nossos dados levantam a hipótese de que o lobo-guará vem passando por um processo de expansão da distribuição, haja vista que registros da espécie nessas novas áreas têm sido muito recentes", afirma Almério Câmara Gusmão, da Unemat, um dos autores do estudo.

Historicamente, o bioma amazônico é o limite norte para a ocorrência do lobo-guará, mas a ocupação humana nas bordas do Cerrado tem causado sérias modificações na paisagem natural nos últimos 50 anos. A vegetação de floresta úmida nativa foi, em grande parte, alterada para pasto e monocultura de grãos, tornando-se terreno propício para a propagação de espécies típicas da savana, como a lobeira, ou fruto-do-lobo (Solanum lycocarpum). Como o nome sugere, esta espécie de tomate selvagem é fundamental para a dieta do lobo-guará, motivo adicional para sua ocorrência em territórios não usuais.

Alertando para os impactos sofridos pela Amazônia nas últimas décadas, artigo publicado no periódico científico Environmental Science and Policy aponta a expansão do bioma Cerrado sobre o amazônico. Devido à intensa mudança de uso e cobertura do solo no chamado Arco do Desmatamento, o artigo sugere que seja desenhada uma nova divisa, que delimite a transição dos biomas de forma diferente daquela indicada pelo governo como oficial. Como o lobo-guará ocorre naturalmente em ambientes de características campestres, arbustivas ou sava?nicas, as novas áreas abertas, e mesmo a transição incerta entre o Cerrado e a Amazônia, acabam propiciando a ampliação da ocorrência do canídeo.

Especialistas, no entanto, consideram que ainda não foram registradas populações efetivamente estabelecidas na Amazônia, e sim ocorrências pontuais, principalmente em áreas recentemente desmatadas, que estão se transformando em pasto. Na Mata Atlântica, diferentemente, já existem populações estabelecidas, como acontece no Parque Nacional do Itatiaia, entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, e no Vale do Paraíba, entre São Paulo e Minas Gerais. Nas duas regiões, o lobo-guará tem ocupado áreas previamente desmatadas, em estado relativo de recuperação, evitando as florestas úmidas, como aponta a tese de doutorado de Rogério Cunha de Paula pela Universidade de São Paulo (USP).

Mapa lobo guara - Mongabay - Mongabay

Perda de habitat é maior ameaça à espécie

O lobo-guará, que desde setembro estampa a nota de 200 reais, é classificado como espécie "quase ameaçada" pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) e "vulnerável" pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O Cerrado, sua principal morada, perdeu 28,5 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2019, sendo o bioma que proporcionalmente mais viu a sua área desaparecer, segundo levantamento do MapBiomas. Em termos de hectares, a Amazônia foi o bioma mais afetado e o Brasil, como um todo, perdeu no mesmo período o equivalente a 10% do território nacional em áreas de vegetação nativa.

A perda de habitat natural é a ameaça mais significativa para o maior canídeo da América do Sul. Estima-se uma população de 24 mil indivíduos no Brasil, com apenas 4% vivendo em ambientes conservados. Segundo Almério, os resultados de seu estudo alertam para o fato de que "as alterações do habitat podem provocar muitas mudanças no comportamento das espécies silvestres, como ocorre com o lobo-guará".

A conversão das áreas naturais de ocorrência do lobo-guará em áreas urbanas ou agropecuárias potencializa ameaças à espécie. A diminuição da qualidade dos ambientes, com menos presas e menos frutos disponíveis, além da imposição de defensivos agrícolas, somam-se aos atropelamentos em rodovias, às doenças resultantes da proximidade com animais domésticos e aos conflitos com humanos, sobretudo porque lobos-guará são predadores de aves de criação, como galinhas.

Além disso, a fragmentação da vegetação nativa impede o acesso a áreas adjacentes, atrapalhando a conectividade e fazendo com que certas populações fiquem isoladas. Sujeitas à reprodução consanguínea, essas populações correm o risco de perder a diversidade genética e até de sumir. Nesse contexto, Áreas de Preservação Permanentes (APPs), Unidades de Conservação (UCs), assim como o percentual destinado à Reserva Legal nas propriedades particulares ganham grande importância para a sobrevivência da espécie.

Como resultado dos diversos impactos, o lobo-guará não consegue se reproduzir na mesma velocidade em que a espécie sofre a perda de indivíduos. Além disso, metade da população é muito jovem ou muito velha para a reprodução. Especialistas do projeto de conservação Lobos da Canastra estimam que em uma ninhada de cinco filhotes, um ou dois poderá sobreviver e chegar à idade reprodutiva. A espécie está em declínio e em determinados lugares está quase extinta, como acontece atualmente nos Pampas, onde os registros de ocorrência são muito espaçados.

Em busca de território seguro

Projetos de proteção do lobo-guará atuam com estratégias específicas para resolver os problemas de cada região. O Lobos da Canastra, no Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais, atua no espaço do Cerrado que agrega a maior concentração da espécie, cerca de 200 indivíduos. Ali, o problema central era a caça. Além das pesquisas realizadas com o animal, diversas medidas de educação ambiental foram implementadas para melhorar a percepção dos moradores locais a respeito da fauna, assim como ações pontuais para reduzir os conflitos, sobretudo com os criadores de galinhas. Entre 2007 e 2015, foram construídos 150 galinheiros nas fazendas adjacentes ao parque. Hoje quase nenhum lobo é mais abatido na região.

O Instituto Pró-Carnívoros, no estado de São Paulo, defende uma abordagem que chama de "saúde única", que inclui a saúde dos animais domésticos, dos animais silvestres e do meio ambiente. De modo geral, melhorar a conectividade dos fragmentos de vegetação nativa e os habitats do lobo-guará são os principais objetivos dos projetos de conservação da espécie.

(Por Sibélia Zanon)

Notícias da Floresta é uma coluna que traz reportagens sobre sustentabilidade e meio ambiente produzidas pela agência de notícias Mongabay, publicadas semanalmente em Ecoa. Esta reportagem foi originalmente publicada no site da Mongabay Brasil.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Piracema começa no próximo mês e polícia ambiental faz alerta

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Imagem Ilustrativa

A Polícia Ambiental avisa que entre os dias 01 de novembro de 2020 e 28 de fevereiro de 2021 vai realizar a “Operação Piracema” com intensificação do policiamento ostensivo ambiental nas áreas de pesca.

Nas fiscalizações os policiais ambientais verificarão se os pescadores estão adotando o preceituado na Instrução Normativa Ibama – Nº 25, de 01 de setembro de 2009, que estabelece as normas para a pesca no período de reprodução natural dos peixes na bacia hidrográfica do Paraná.

O que é permitido

  • Pescar peixes não nativos da bacia do rio Paraná tais como tucunaré, corvina, porquinho, tilápia, etc;
  • Pescar com linha de mão, caniço, vara com molinete ou carretilha, com uso de iscas naturais e artificiais;
  • Pescar desembarcado nos rios;
  • Pescar embarcado e desembarcado nos reservatórios;
  • Competições de pesca nos reservatórios para peixes não nativos da bacia do rio Paraná;
  • Pescar com iscas de peixes vivos da bacia do rio Paraná, provenientes de criações e acompanhados de nota fiscal ou nota de produtor.


O que é proibido (pescadores amadores e profissionais)

  • Pescar peixes nativos da bacia do rio Paraná, inclusive piauçu;
  • Pescar com iscas de animais aquáticos, tais como peixes (sem nota fiscal), caranguejos (vivos ou mortos, inteiros ou em pedaços), caramujos e camarões;
  • Pescar com petrechos de pesca profissional, tais como redes, tarrafas, espinhéis e outros;
  • Pesca subaquática;
  • Pescar embarcado nos rios;
  • Competições de pesca nos rios;
  • Pescar utilizando trapiche ou qualquer plataforma flutuante nos rios;


Proibição em relação a locais (inclusive desembarcado)

  • Nas lagoas marginais;
  • A menos de 500 metros de confluências e desembocaduras de rios, lagoas, canais e tubulações de esgoto;
  • A menos de 1.500 metros a montante e a jusante das barragens de reservatórios hidrelétricos, de escadas de peixe, de cachoeiras e corredeiras;
  • No Rio Grande, no trecho a jusante da barragem de Porto Colômbia até a ponte Engenheiro Gumercindo Penteado;
  • No Rio Pardo, entre a barragem de Limoeiro até sua foz;
  • No Rio Tietê, entre a barragem de Nova Avanhandava até a foz do Ribeirão Palmeiras, no município de Buritama em São Paulo;
  • No Rio São José dos Dourados, no Rio Jacaré Pepira e seus afluentes.

É importante saber:

  • Ao pescador amador fica limitada a quantidade de captura e transporte em 10 quilos mais um exemplar;
  • Os pescadores profissionais e estabelecimentos que possuam estoque de peixe nativo deverão declará-lo até o segundo dia útil do mês de novembro;
  • É permitido adquirir, comprar, ter em depósito (com estoque declarado ao órgão competente), transportar e vender peixes nativos (não pescados na piracema ou de criações), desde que devidamente comprovada sua origem.


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